sexta-feira, 29 de julho de 2011

29 de julho

Estou tão bem esses dias, nem parece que estou em tratamento. Iria fazer a 4ª quimio ontem, mas meus leucócitos estavam muito baixos novamente, então ontem mesmo tomei uma granulokine e hoje irei tomar outra. No domingo farei outro exame e dando tudo certo na segunda estarei pronta para outra.
Nossa me da enjoo só de pensar na quimio, estou rezando para que não passe tanto mal. Não vejo a hora disso tudo acabar e ser somente uma história da minha vida.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Estou na terceira quimio, nāo passei nada bem. Senti muito enjoo, ja no primeiro dia nāo fiquei nada bem. Desta vez a tia Deia foi comigo, nāo gostei muito, queria o Flavio pois ele me deixa tranquila.
Hoje esta fazendo 11 dias da quimio e ainda nāo estou me sentindo bem. Acontece que toda vez depois de uns 5 dias, parece que minha barriga para de funcionar, toda a digestāo, alem de nāo ir ao banheiro eu fico parecendo que comi um boi, so que o tempo todo, 24 horas por dia, e isso ja esta durando 11 dias. Estou tomando luftal e plasil, mas nāo adianta muito. Entåo fico sem sair de casa e sem fazer nada, pois o incomodo é muito grande.
Mas de qualquer forma preciso ser forte, e peço a Deus que passe o tempo bem rápido.

Hodgkin

Linfoma de Hodgkin 

O termo utilizado para descrever essa doença tem contexto histórico. O linfoma de Hodgkin foi assim chamado devido à descrição de vários casos em 1832 por Thomas Hodgkin, os quais foram reconhecidos como uma nova condição maligna que envolve os linfonodos. Foi aproximadamente 40 anos mais tarde que um novo conceito de linfoma (originalmente denominado linfossarcoma), diferente do linfoma de Hodgkin, foi proposto por Virchow, Conheim e Billroth, três proeminentes médicos do final do século XIX.

Os pacientes com linfoma de Hodgkin, apresentam células características denominadas: células de Reed-Sternberg.

O linfoma de Hodgkin geralmente se dissemina de uma cadeia para outra de maneira ordenada por meio dos vasos linfáticos, chagando aos gânglios linfáticos (conforme mostra a figura acima).

Sintomas

O sintoma inicial mais comum do linfoma de Hodgkin é um aumento indolor dos linfonodos no pescoço, porção superior do peito, interior do peito, axilas, abdome ou virilha. O envolvimento de linfonodos em outros locais ocorre com menor freqüência. Outros sintomas incluem febre, suor, principalmente à noite, perda de peso e coceira. É possível que os pacientes sintam dor nos linfonodos após a ingestão de álcool, um achado incomum, porém, característico do linfoma de Hodgkin. Pode também ocorrer um aumento do baço.

O médico, após um histórico e exame físico do paciente, se suspeitar da doença, poderá solicitar alguns exames para confirmar a suspeita desse diagnóstico. Essas técnicas podem revelar linfonodos aumentados no peito, no abdome ou em ambos. Massas tumoriais podem ocorrer fora dos linfonodos nos pulmões, ossos ou outros tecidos.

Diagnóstico

Os passos tomados para se determinar a presença e a extensão do linfoma de Hodgkin são importantes para o diagnóstico e para a avaliação da abordagem terapêutica. O diagnóstico definitivo do linfoma de Hodgkin requer biópsia de um linfonodo envolvido ou de outro local acometido pelo tumor. A avaliação da biópsia denomina-se: anátomo-patológico e após a avaliação do patologista, podemos ter a certeza do diagnóstico da doença.

Para definir a extensão da doença são necessários vários exames que os oncologistas denominam estadiamento. Estes exames definem a localização e a distribuição dos linfonodos aumentados, bem como um possível envolvimento de outros órgãos além dos linfonodos.

Na maioria dos casos, estes procedimentos incluem tomografia computadorizada ou ressonância magnética. As informações reunidas a partir desses estudos permitem que o “estádio” da doença do paciente seja determinado, conforme segue abaixo:

Estádio I – representa o envolvimento de um único grupo de linfonodos.

Estádio II – indica o envolvimento de dois ou três grupos vizinhos de linfonodos, do mesmo lado do diafragma (músculo que divide o tórax e o abdome).

Estádio III – representa o envolvimento de vários grupos de linfonodos acima e abaixo do diafragma (músculo que divide o tórax e o abdome).

Estádio IV – significa que há o envolvimento disseminado para outros órgãos, como pulmões, fígado e ossos.

Os quatro estádios do linfoma de Hodgkin podem ser ainda divididos em categorias “A” e “B”. A categoria “A” indica a ausência de febre, suor exagerado e perda de peso. Pacientes que apresentam esses sintomas pertencem à categoria “B”. Por exemplo, o estádio IIB indica que o paciente possui dois grupos vizinhos de linfonodos atingidos pela doença e apresenta febre, suor exagerado e perda de peso.

A extensão da doença e a presença dos sintomas determinam o tratamento a ser seguido, denominado pelos oncologistas de protocolo. O tratamento da doença envolve quimioterapia e radioterapia, que podem ser mais ou menos extensas de acordo com o estádio da doença.

Tratamento

Os passos tomados para se determinar a presença e a extensão do linfoma de Hodgkin são importantes para o diagnóstico e para a avaliação da abordagem terapêutica. O diagnóstico definitivo do linfoma de Hodgkin requer biópsia de um linfonodo envolvido ou de outro local acometido pelo tumor. A avaliação da biópsia denomina-se: anátomo-patológico e após a avaliação do patologista, podemos ter a certeza do diagnóstico da doença.

Para definir a extensão da doença são necessários vários exames que os oncologistas denominam estadiamento. Estes exames definem a localização e a distribuição dos linfonodos aumentados, bem como um possível envolvimento de outros órgãos além dos linfonodos.

O objetivo do tratamento é a cura do paciente. O protocolo utilizado de acordo com o estádio da doença é estudado para que o paciente alcance a cura. A quimioterapia é utilizada em conjunto com a radioterapia.

Radioterapia: a radiação é gerada por aparelhos especiais que produzem raios de alta energia capazes de matar as células tumorais. A proteção dos órgãos não envolvidos, como os pulmões e o fígado, minimiza os efeitos colaterais. Além disso, melhorias contínuas dos dispositivos que geram a radiação permitem focar mais precisamente as áreas a serem tratadas. Ela é geralmente feita em grandes áreas delimitadas, denominada campos. Os campos são definidos de forma que tanto os linfonodos doentes como os vizinhos sejam tratados. Esses campos são denominados “manto” para designar o pescoço e o peito; “abdominal” quando se referem à porção inferior do peito e superior do abdome; e “pélvico” quando se referem à porção inferior do abdome e a virilha.

Quimioterapia: é um conjunto de drogas que são escolhidas e utilizadas para que haja maior destruição das células doentes visando maior índice de cura ao paciente. Como dito anteriormente, o protocolo utilizado depende do estádio da doença.

Prognóstico

A eficácia da terapia depende da idade do paciente e da extensão (estádio) da doença. Uma grande proporção dos pacientes se cura após o tratamento inicial. Para aquela pequena porcentagem que apresenta recidiva da doença, um segundo tratamento com radioterapia ou quimioterapia geralmente é bem-sucedido. Esses pacientes podem se curar ou apresentar longos períodos sem a doença após o segundo tratamento.

Em pacientes com evidência de doença progressiva, o uso de infusões de células-tronco da medula óssea autóloga (transplante autólogo de medula óssea) permite a aplicação de quimioterapia mais intensiva com re-infusão da medula óssea, podendo curar a doença.

Mais de 75% dos pacientes com diagnóstico de linfoma de Hodgkin podem ser curados por meio das abordagens atuais de tratamento.

Uma das características importantes do linfoma de Hodgkin é o comprometimento do funcionamento do sistema imunológico. As células do sistema imunológico, principalmente os linfócitos T, não reagem normalmente. Isso pode fazer com que os pacientes se tornem suscetíveis a certos tipos de infecção. Os efeitos da radioterapia e da quimioterapia podem aumentar essa suscetibilidade, já que esses tratamentos colaboram para a supressão do sistema imunológico.

As melhorias no tratamento do linfoma de Hodgkin, a maior consciência em relação ao risco de doenças infecciosas e uma melhor terapia antimicrobiana disponível tornaram as complicações infecciosas menos problemáticas para os pacientes. A função imunológica dos pacientes costuma melhorar após a cura, fazendo com que o risco de complicações infecciosas graves ou pouco comuns diminua durante o período pós-tratamento.

domingo, 24 de julho de 2011

Quimioterapia

Minha primeira quimioterapia foi dia 6 de junho, o Flavio foi comigo, e eu fui toda linda, fiz uma trança no cabelo, depois vou colocar a foto aqui. Foi tudo tao tranquilo, fiquei la na clinica de 1:00 as 5:15, e depois ainda fui buscar o B na escola, estava ótima, só senti um pouco de tonteira no inicio, mas nada demais. Fiquei na internet o tempo todo, o Flavio ficou trabalhando tambem no not.
Bom para quem nāo sabe com funciona uma sessāo de quimio, vou tentar explicar aqui. Acontece numa clinica muito bem estruturada, existe uma sala grande cheia de poltrnas confortaveis, tem uma televisāo grande, cafe, chá e biscoitinhos tambem. Os enfermeiros sāo iluminados, o que me atendeu foi o Arlan, ele foi enviado por Deus. Ai agente fica sentado tomando um soro na veia, onde tambem vem com todos os remedios. A minha medicaçåo é o ABVD, depois vou falar um pouco sobre o meu tipo de linfoma tambem.
Acontece que no outro dia começou meu desespero, eu gripei feio, nāo sai da cama, tudo doia muito, liguei para meu medico que solicitou que eu fosse no hospital, procurei o mais proximo de casa, que é o da Unimed, nunca mais na vida volto la, fui muito mal atendida. La fiz exames fiz micro e fui embora. Achei que fosse morrer durante uns 8 dias, mas passou e eu comecei a comer de novo, estava doida para recuperar os quilinhos.
Deveria fazer a proxima quimio no dia 20, mas meus leucocitos estavam muito baixos, foi quando conheci a famosa granulokine, uma injeçāo que estimula a medula ossea a fabricar leucocitos. Ela da uma dorsinha nos ossos, mas nada que incomode. Por esse motivo fui fazer a quimio somente no dia 27. E exatamente neste dia eu raspei minha cabeça, pois estava caindo demais, chorei muito tambem, e adivinha quem rapou para mim? Meu grande amor Flavio.

Abril 2011

Em novembro de 2010 comecei a ter muitas crises de asma, fui ao medico que me receitou remedios para isso, mas as crises nunca melhoravam, e sim pioravam, ate que no dia 16 de abril percebi um caroço no meu pescoço e na hora ja imaginei o que podia ser, pois minha māe teve cancer e começou assim. Procurei um cirurgiāo de cabeça e pescoço que solicitou uma biopsia, tambem procurei meu pneumologista que ja disse de cara que podia ser linfoma, pois havia nodulos tambem no pulmāo. Apos confirmada o linfoma, procurei um bom oncologista, que me informou que eu seria curada e que eu tiraria de letra o tratamento.
A minha primeira reaçāo foi chorar muito, achei que iria enlouquecer, perguntava porque eu? O que eu fiz para merecer isso? Mas o Flavio foi tao incrivel que as vezes nem acredito que sou merecedora de um homem tao maravilhoso. As pessoas comecaram a me ligar, dando força, a familia toda preocupada. O que é mais engraçado as pessoas que vc menos espera é a que mais se importa com vc!